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GLOSSÁRIO DE RADIOAMADORISMO E RADIOTELECOMUNICAÇÕES
FUNDAMENTOS E EQUIPAMENTOS
Radioamadorismo: Atividade regulamentada em que pessoas operam estações de rádio com fins experimentais, educativos e de serviço público.
Transceptor: Equipamento que combina transmissor e receptor de rádio em uma única unidade.
HT (Handie Talkie): Rádio portátil, geralmente VHF/UHF.
Base Station: Estação fixa com maior potência e antenas maiores.
Repetidora (Repeater): Estação automática que recebe e retransmite sinais para ampliar o alcance da comunicação.
RIG: Gíria para se referir ao equipamento de rádio.
PTT (Push to Talk): Botão para iniciar transmissão em rádios.
Scanner: Receptor que varre faixas de frequência em busca de sinais ativos.
Monitoramento: Prática de escutar sem transmitir, comum para aprendizado ou observação de condições.
SINAIS E ESPECTRO
Harmônicas: Frequências múltiplas de um sinal fundamental, geradas naturalmente por circuitos eletrônicos não-lineares. Podem causar interferência se não forem filtradas.
Espúrios (Spurious emissions): Sinais indesejados fora da largura de banda principal do transmissor, frequentemente causados por má filtragem ou componentes defeituosos.
Largura de banda: Faixa de frequências ocupada por um sinal. Modos como FM ocupam mais largura de banda que SSB ou CW.
Filtro passa-faixa: Permite apenas uma faixa específica de frequências, bloqueando as demais.
Ruído de fundo (Noise floor): Nível mínimo de sinal detectável em um ambiente.
Dynamic Range (Faixa dinâmica): Diferença entre o menor e o maior sinal que um receptor pode processar sem distorção.
Sensibilidade: Capacidade de um receptor de detectar sinais fracos.
SDR (RÁDIO DEFINIDO POR SOFTWARE)
SDR (Software Defined Radio): Rádio em que funções como modulação, demodulação e filtragem são realizadas por software, oferecendo flexibilidade e análise em tempo real.
IQ (In-phase/Quadrature): Representação digital dos sinais de RF usada em SDRs.
Sample Rate (Taxa de amostragem): Quantidade de amostras por segundo capturadas de um sinal analógico.
Waterfall (Cascata): Representação gráfica do espectro ao longo do tempo.
Spectrum Scope: Exibição em tempo real das frequências ativas.
DETECÇÃO E PROCESSAMENTO DE SINAIS
FFT (Fast Fourier Transform): Algoritmo que converte sinais do tempo para o domínio da frequência.
VAD (Voice Activity Detection): Técnica para detectar presença de fala em sinais de áudio.
Demodulação: Processo de extrair informação (voz, dados) de um sinal modulado.
LICENÇAS E CATEGORIAS
Classe C (Iniciante): Acesso restrito, geralmente às bandas de VHF e UHF.
Classe B (Intermediária): Acesso parcial às bandas de HF.
Classe A (Avançada): Acesso total às bandas de HF, VHF e UHF com potências maiores.
Indicativo de chamada (callsign): Código único para identificação de radioamadores (ex: PU5XXX).
ANATEL: Órgão regulador brasileiro que emite licenças e regula o uso do espectro.
MODULAÇÃO E MODOS DE TRANSMISSÃO
AM (Amplitude Modulation): Modulação por variação de amplitude.
FM (Frequency Modulation): Modulação por variação de frequência.
SSB (Single Side Band): Variante eficiente de AM usada em HF (USB/LSB).
CW (Morse): Modulação por chaveamento para código Morse.
FT8/FT4/JS8Call: Modos digitais eficientes para comunicações fracas.
APRS: Sistema de rastreamento e telemetria em VHF.
D-STAR, DMR, C4FM: Modos digitais de voz.
GSM: Sistema de telefonia celular baseado em TDMA.
TETRA: Rádio digital para segurança pública.
NXDN: Protocolo digital privado.
P25: Sistema digital usado por emergências nos EUA.
BANDAS E FREQUÊNCIAS
HF (High Frequency - 3 a 30 MHz)
Banda
Frequência (MHz)
Propósito
160m
1.8 - 2.0
Propagação regional, noturna
80m
3.5 - 4.0
Boa para comunicação noturna, regional
60m
5.3305 - 5.4065
Canalizado, uso especial (em alguns países)
40m
7.0 - 7.3
Versátil, boa cobertura regional/internacional
30m
10.1 - 10.15
Uso digital e CW
20m
14.0 - 14.35
Excelente para DX (longa distância)
17m
18.068 - 18.168
Menos congestionada, DX
15m
21.0 - 21.45
Boa em dias ativos
12m
24.89 - 24.99
Similar ao 10m
10m
28.0 - 29.7
Alta atividade solar, FM na faixa alta
VHF (Very High Frequency - 30 a 300 MHz)
Banda
Frequência (MHz)
Propósito
6m
50 - 54
HF/VHF intermediária, propagação esporádica
2m
144 - 148
Uso comum entre radioamadores, repetidoras
UHF (Ultra High Frequency - 300 MHz a 3 GHz)
Banda
Frequência (MHz)
Propósito
70cm
430 - 450
Muito usada em cidades, repetidoras
33cm
902 - 928
Menos comum, comunicação digital e experimental
GSM
890 - 915 uplink / 935 - 960 downlink
Uso em telefonia móvel (GSM 900)
ANTENAS E PROPAGAÇÃO
Antena dipolo: Simples e eficiente.
Antena Yagi: Direcional com ganho elevado.
Vertical: Omnidirecional, com ground plane.
Ground plane: Referência elétrica para antenas verticais.
Impedância: Normalmente 50 ohms.
SWR: Relação de onda estacionária, ideal é 1:1.
Linha de visada: Comunicação sem obstruções.
Ionosfera: Reflete ondas de HF.
Skip: Reflexão ionosférica para longas distâncias.
Esporádica-E: Propagação em VHF por ionização esporádica.
Fading: Variação na intensidade do sinal.
Backscatter: Reflexão difusa que permite recepção indireta.
Grayline: Linha entre dia e noite que favorece propagação em HF.
Tempestades solares: Afetam a propagação HF ao alterar a ionosfera.
Índice Kp: Mede a atividade geomagnética, impactando a propagação.
CÓDIGOS E CONVENÇÕES
QSO: Conversa entre radioamadores.
QSL: Confirmação de contato.
QRZ?: Quem está me chamando?
QTH: Localização.
QRM: Interferência humana.
QRN: Interferência natural.
QSB: Sinal variando (fading).
73: Abraços.
88: Beijos (mais comum entre radioamadoras).
DX: Contato de longa distância.
Pile-up: Muitos tentando contatar uma única estação.
Sked: Contato agendado.
TÉCNICAS E FERRAMENTAS
Squelch: Bloqueia ruído de fundo sem sinal.
Beacon: Transmissor automático para testes.
VOX: Transmissão ativada por voz.
Duplex/Simplex: Em modo simplex, transmissão e recepção ocorrem na mesma frequência (comunicação direta entre rádios). Em modo duplex, usadas por repetidoras, o rádio transmite (TX) e recebe (RX) em frequências diferentes, geralmente separadas por um deslocamento (offset).
DUP+ (Duplex positivo): O rádio transmite em uma frequência acima da frequência de recepção (RX + offset).
DUP− (Duplex negativo): O rádio transmite em uma frequência abaixo da frequência de recepção (RX − offset).
Tone CTCSS/DCS: Subtons usados em repetidoras para filtrar quem pode ativar ou escutar transmissões.
CTCSS (Continuous Tone-Coded Squelch System): Subtom analógico usado para evitar escutar transmissões indesejadas. É um tom contínuo de baixa frequência (ex: 88.5 Hz) transmitido junto com o sinal de voz. O receptor só abre o áudio se estiver programado com o mesmo subtom.
DCS (Digital-Coded Squelch): Subtom digital que envia um código em segundo plano. Mais preciso que o CTCSS e menos suscetível a ruídos. Usa códigos como D023, D114, etc. Alguns rádios suportam tanto CTCSS quanto DCS.
Hotspot digital: Conecta rádios digitais à internet.
VFO (Variable Frequency Oscillator): Modo de operação no qual o operador pode sintonizar manualmente qualquer frequência, girando o dial ou digitando diretamente. Muito útil para testes, escutas e operações fora de canais predefinidos. Difere do modo "MR" (Memory Recall), que usa frequências salvas previamente.
Frequências: Hiking & Camping
Frequências de Chamada
FNC Americana: 144.970 MHz
FNC Brasil (Frequência Nacional de Chamada): 146.520 MHz
Emergência Marítima (Canal 16): 156.800 MHz
Faixa do Cidadão (CB)
Canal 9 → 27,065 MHz AM (Emergência)
Canal 19 → 27,185 MHz AM (Rodovias)
Frequências Internacionais de Busca e Salvamento (SAR)
Freq. Banda
Modulação
Finalidade
500 kHz
MF-CW
Internacional de Socorro e Chamada em Radiotelegrafia
2182 kHz
MF-V
Radiotelefonia de emergência
3023,5 kHz
HF-V
HF Internacional na Cena do Incidente SAR
5680 kHz
HF-V
HF Internacional na Cena do Incidente SAR
8364 kHz
HF-CW
Baleeiras, balsas salva-vidas e embarcações de sobrevivência
121.5 MHz
VHF-AM
Emergência Aeronáutica Internacional
123.1 MHz
VHF-AM
Comunicação aeronáutica SAR na cena
138.78 MHz
VHF-AM
Operação SAR combinada (DF), não disponível em uso comum